Lembram-se do que levavam os vossos pais ou avós para a merenda no campo?

Lembram-se do que levavam os vossos pais ou avós para a merenda no campo?

🌾 A Merenda dos Trabalhadores Alentejanos… Não Havia Luxo, Mas Nunca Faltava Coragem

Quem nunca trabalhou de sol a sol talvez não consiga imaginar o valor que tinha a hora da merenda.
Lembro-me bem daqueles dias em que o campo parecia não ter fim. O sol queimava a pele, as mãos enchiam-se de calos e as costas dobravam-se sobre a terra. Mas, quando chegava a hora de parar um bocadinho, parecia que o mundo inteiro respirava.

A gente sentava-se ali mesmo, à sombra de uma azinheira ou junto ao carro da lavoura.
A merenda era simples, mas sabia melhor do que qualquer banquete de hoje.

Um pedaço de pão caseiro, uma fatia de toucinho ou chouriço, queijo, azeitonas, uma cebola, figos da época ou uma batata assada nas brasas da manhã. Para beber, água fresca do cântaro ou um gole de vinho da cabaça, sempre com respeito.

Na imagem vê-se bem esse momento. Os cestos cheios da colheita, o suor ainda na roupa e um bule de café ou cevada bem quente a ser servido. Não era apenas uma refeição. Era o descanso merecido de quem vivia da força dos braços.

Ninguém se queixava do calor.
Ninguém dizia que estava cansado.
Sabia-se que, depois daqueles minutos de conversa e de um pedaço de pão, era tempo de voltar ao trabalho.
Foi assim que se criaram famílias, se levantaram montes, se cultivaram herdades e se alimentou um país inteiro.

Hoje temos muito mais conforto.
Mas há qualquer coisa que ficou para trás: o valor que se dava ao trabalho, ao pão repartido e ao tempo passado à volta de uma simples merenda.

Essas memórias não cabem num cesto.
Cabem apenas no coração de quem as viveu.

❤️ E vocês… lembram-se do que levavam os vossos pais ou avós para a merenda no campo? O que nunca podia faltar no cesto? 🌾🥖🍅